O Braz da Viola faz a viola-de-cocho de uma maneira bem diferenciada das violas produzidas no Mato Grosso. Ele fez adaptações para facilitar a produção, melhorar o som e o manuseio, porém, mantém o formato e características essenciais. Diz inclusive gostar do som da original, apesar de tecnicamente dizer que não é o ideal para tocar com outros instrumentos e para fazer solos, por exemplo.
Suas violas são produzidas com lâminas de madeira em formas de bloco, evitando assim o desperdício de matéria-prima e otimizando o tempo de trabalho. Nas violas tradicionais somente o tampo da viola fica fino e por esse motivo somente esta parte da viola gera som, pois só ela vibra. Já na viola em que ele fez adaptações, toda a viola gera som, pois a madeira utilizada é fina em todas as partes da caixa.
Braz substituiu os trastes de barbante por trastes de madeira, colados com cola especial. Segundo ele, os trastes de barbante por serem colados com cera de abelha, acabam se deslocando e perdendo a afinação. Mudou o cravelhal para ter mais espaço para trabalhar. Aumentou as cravelhas para poder manusear e mudar a afinação com maior facilidade, porém manteve-as de madeira para não fugir muito das características, fazendo isso acabou mudando o ângulo do braço para que aquelas não atrapalhem na hora de tocar. Usa cordas de violão ao invés de cordas de pesca, pois cordas de pesca não são calibradas com o diâmetro certo para alcançar a afinação necessária. Faz um cavalete mais reforçado porque as cordas que usam são mais fortes que as da viola original.
A única parte maciça da viola do Braz é o braço, e o corpo possui um encaixe pra ele. Já na viola tradicional, o braço é escavado junto com o corpo e sai conforme a madeira vai sendo esculpida.