Publicidade: April 2008 Archives

Olá amigos e amigas. Meio Out-of-date, mas não pude deixar de publicar o texto que nosso leitor e colaborador (além de meu amigo) Higor Franco escreveu para nós. Sem muita enrolação, trata-se de mais uma excelente campanha de guerrilha que nos faz refletir um pouco!

Vamos ao artigo:

Sábado dia 12 de abril foi realizado pela SEXXXChurch uma ação de guerrilha em frente à Catedral Sé, Marco Zero de São Paulo. Uma ação para que a sociedade veja o que acontece com milhares de crianças no Brasil.

Desde 2003 quando foi criado o programa Nacional de Abuso e Exploração Sexual Contra Crianças e Adolescentes foram registrados 120 mil “casos” de 2.500 municípios, tendo 25 mil casos encaminhados aos órgãos de responsabilização e defesa. É uma clara medida do tamanho do problema que não pode ser negligenciada pela sociedade brasileira.

Segundo a OAB-SP, o abuso sexual representa a maioria dos casos de pedofilia e as vítimas têm, em média, 9 anos para as meninas, e 7 a 9 anos para os meninos. Outro dado diz que 51% das menores de idade que se prostituem, sofreram abusos sexuais em casa.

E VOCÊ, VAI FICAR AÍ PARADO TAMBÉM?

A ação acontecia da seguinte forma, um grupo de jovens, andando normalmente, recebia um determinado sinal, por 5 minutos ficavam totalmente congelados, com a chamada: “E VOCÊ, VAI FICAR AÍ PARADO TAMBÉM?” Definitivamente, não podemos ficar parado ao vermos tal situação acontecendo todos os dias.

Segue o vídeo que ocorreu em Nova York:



Da mesma forma aconteceu na Catedral da Sé:



Após o congelamento o grupo, saiu distribuindo flyers informativos. É legal a forma que utilizam para discutir este assunto tão sério, que não se limita apenas na entrega de flyers informativos, e sim de uma ação bastante criativa.

A ação causou um grande impacto nas pessoas que passavam no momento por ali, gerou curiosidade, e isso fez com que as pessoas aceitassem com facilidade os flyers distribuídos.
 
O evento teve cobertura da MTV, que foi transmitido no programa MTV NA RUA no dia 14 de abril.

Eu estava no evento e pude fazer algumas fotos. Confira no FLICKR.
Existem duas grandes formas de gerenciar conteúdo na internet hoje. Mas você sabe exatamente o que é cada uma? Saberia dizer qual é melhor? Hoje vamos dar uma viajada nelas e ver qual é a que mais trará benefícios aos consumidores e a marca.

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Em dezembro do ano passado o Conteúdo Gerado por usuário (UGC) foi apresentado a executivos e profissionais do Marketing pela Meio Digital. Fui no evento de lançamento, vi a recepção encima do que foi apresentado e cheguei a conclusão que algumas marcas e agências ainda não estão prontas para apostar em seus consumidores e deixa-los criar.

Sabe aquelas promoções de “Você manda seu vídeo pra gente e pode aparecer no novo comercial da XYZ!”? Pois é, mas para que o User Generated Content dê certo é preciso mais do que isso. Como ainda é um risco a correr, as empresas que optam por aprovar tais campanhas, ainda morrem de medo da repercussão que ela pode causar.

Do outro lado do telhado surge uma solução mais atrativa: o Professional Generated Content, ou Conteúdo Gerado por Profissionais.
Logo de cara, para os executivos, o PGC parece muito mais confiável e efetivo. Uma forma de evitar os riscos de deixar o consumidor decidir, um jeito de gerar uma atmosfera contextual para a marca. Assim podemos concluir que o PGC é a forma profissional de gerenciar conteúdo de interesse público que não é uma venda escancarada de um produto. É uma ótima maneira de atribuir valor a marca sem correr os riscos do desagrado dos usuários ou consumidores.

Agora a pergunta que nos interessa:
Qual dos dois vai fazer uma real diferença na maneira pela qual lidamos com conteúdo?

O conteúdo gerado por usuário não é 100% confiável, mas tem muito mais afinidade com o receptor do que qualquer tipo de conteúdo comercial. Um bom exemplo disso é a expansão dos blogs e das redes sociais no mundo todo. Se desconsiderássemos as campanhas tradicionais que estampam a qualidade dos produtos nas nossas testas e deixássemos valer apenas o que o usuário diz a respeito, provavelmente muitas marcas entrariam em falência, e só sobrariam as gigantes. Esse processo ampliaria a necessidade de obter uma qualidade de produto e atendimento melhor e abaixaria os preços, muito provavelmente.
E se fizéssemos o contrário? Já que o conteúdo gerado por profissionais é muito mais confiável, e se abolíssemos tudo o que o usuário produz?
A qualidade do atendimento seria pior, assim como a de produto, mas as vendas continuariam. Talvez a forma com a qual lidamos com as marcas seria diferente. Buscaríamos a que mais se adequa a nosso modo de viver e nos preocuparíamos mais com uma identidade de marca, embora eu não imagino isso aumentando a afinidade do consumidor com a marca: muito pelo contrário.

office.jpgÉ importante valorizar e dar espaço ao usuário.
No final, algo bastante previsível: precisamos dos dois.

A diferença real vai surgir quando alguém conseguir conciliar ambas as formas de lidar com o conteúdo (estamos falando, novamente, em convergência). O Cross-media se expandiria ainda mais, e a publicidade seria aceita de outra forma. Porque sinceramente acho que os 30 segundos não durarão muito mais tempo. Mas isso é assunto para outro post!



O orçamento de campanhas publicitárias realizadas na internet subiu 45,7% no ano passado, registrando uma importante marca de (míseros) 2,8% em todo orçamento do ramo no ano, incluindo todas as mídias.
Estíma-se que o faturamento de 2008 atinja os R$ 712 milhões, superando os R$ 507 mi relatados pelo Inter-Meios da Meio & Mensagem de 2007.

O mercado eletrônico também tem motivos para comemorar. No fim de 2007 o IBOPE//NetRatings contabilizou 12,2 milhões de visitas em páginas de comércio eletrônico, número correspondente a 57,1% de usuários residenciais ativos no país. Dessas visitas, 8,8 milhões navegaram em sites de varejos, que correspondem oficialmente a cerca de 72% das visitas totais do ramo.

As grandes marcas também aprenderam a lidar com o universo online. A Coca-Cola, a Sony, Johnson & Johnson, Natura, Skol, Volkswagen, Nívea, Tilibra, Pepsi e Mac Donald’s entre outros, fizeram aplicações 2.0 de sucesso na rede nos dois últimos anos.

Os números de investimentos em campanhas baseadas em Search Engine Marketing também impressionam. Aproximadamente 41% dos investimentos em publicidade on-line nos Estados Unidos é feito em sites de busca. Na Inglaterra esse número chega a 51%, segundo a MídiaClick.

O que podemos concluir com tudo isso? Será que não ta na hora de abraçar o mundo digital como mídia fundamental?

Acredito que esses espantosos números devam crescer nos próximos anos. Não acho mais tão provável uma Bolha 2.0, como pensava antes. O número de internautas cresceu em uma escala exponencial assustadora; não temos mais controle sobre isso. E, embora muitos tentem barrar esse crescimento e muitos utilizem a internet como meio de propagação de conteúdo ilegal (no caso do Brasil, a pedofilia e o comercio de drogas são bons exemplos), o meio é um veículo pra lá de importante. As empresas estão aprendendo, os usuários estão crescendo, a rede está evoluindo. Assim, fica pra lá de difícil estimar o que deve acontecer nos próximos anos. As especulações são meras expeculações.