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08/2008
Crônicas de Liderança #1
Pois bem, vou escrever uma série de artigos sobre liderança. isso é uma decisão minha e não tô nem aí pro que acharem. MUAHAHA.
Acredito que são textos de muitíssima utilidade para todos que estão começando a carreira agora.
1 - O Prólogo da Liderança
Alfredo nunca foi um cara muito notável, embora muitos o reconhecessem por sua habilidade de se comunicar e por sua criatividade.
Com o tempo, Alfredo começou a pegar gosto por aparecer, e achou que ter uma equipe sob seu comando seria uma boa forma de mostrar do que é capaz. Claro que, por um lado, essa atitude lhe faria certo mal. Não lhe reconheciam o trabalho, e nunca ninguém ressaltou sua superioridade em nada, mas mesmo assim, o jovem quis tentar. E assim, entrou para uma escola de administração e preparou seus fundos para abrir uma empresa, onde ele seria chefe de si mesmo.
Anos mais tarde seu sucesso fora comprometido por diversas vezes. Nem tudo que passava por ele era de qualidade notável, e nem todos seus funcionários estavam contentes com seu trabalho. E essa situação não só prejudicou o grupo como um todo, como também colocou em risco a própria administração da empresa, que veio a falir alguns anos mais tarde.Já calejado de mercado, Alfredo apostou todas suas fichas em seu estilo de liderança autoritário, e resolveu abrir outro escritório com o que sobrou de seus fundos.
Dessa vez, contratou Gabriel, um jovem com metade de sua idade e um grande espírito de liderança. Seu relacionamento com seus companheiros costumava estar sempre em alta, e seu ânimo parecia cada vez mais inabalável. Não ia demorar para que ambos conflitassem.
Alfredo, portanto, demitiu Gabriel e colocou em prática mais uma de suas idéias mirabolantes. Conseguira interseccionar duas idéias completamente diferentes e criar um produto que poderia gerar uma grande demanda no mercado. Transformou seu escritório em uma grande fábrica de idéias e vendeu seu modelo de negócio para grandes nomes do mercado. E posteriormente, outra vez, um por um, todos eles desistiram.
Gabriel, no entanto, fora chamado por um dos ex-financiadores de Alfredo para formar parte da comissão diretiva de um novo projeto. Ainda sem muita experiência, o jovem aceitou o desafio e gastou uma grande parte de seus fundos para providenciar a sua equipe o mais perfeito ambiente de trabalho que conseguiria.Os perfis de Alfredo e Gabriel eram muito parecidos. Por mais que um fosse mais empreendedor, e outro arriscasse menos, o objetivo de liderar uma equipe em um projeto de sucesso era comum.
Agora pare, pense um pouco, e pergunte-se a si mesmo: Qual é a primeira característica crucial que determinara o sucesso de Gabriel e os incontáveis fracassos de Alfredo? Será a experiência de mercado? Será o objetivo? Ou será que é o método?
A primeira coisa que é preciso saber para exercer uma função de liderança é que o mais importante não são os números e as idéias, e sim a forma com que esses objetivos são alcançados. Maquiavel, portanto, estava errado. Os fins não justificam os meios.
Portanto, quando quiser liderar, não deixe de ouvir as necessidades das pessoas que trabalham pra você. Esteja sempre oferecendo auxílio e sua força para que realizem as tarefas da forma mais cômoda possível, mas não tire deles o trabalho. Procure estar do lado de seu grupo, e não na frente. Deixe que te ajudem a tomar as decisões, e coordene o trabalho para que tudo se resolva da melhor forma possível.
Afinal, os meios justificam os fins.
Dr. Job, solucionando seu respeito sobre os demais. muahaha - (não entendeu?)
ps: Todas as referências de Liderança são retiradas dos Livros: "O Monge e o Executivo - James C. Hunter", " Como se Tornar um Líder Servidor - James C. Hunter", " A Sabedoria dos Monges na Arte de Liderar Pessoas - Anselm Grun" e "Jesus, o Maior Líder que Já Existiu - Laurie Beth Jones"
07/2008
É preciso ser diferente
As recomendações: Nunca faça somente o proposto, dê o melhor de si, seja diferente dos outros...
Quem nunca passou por essa experiência?
Até pouco tempo atrás, bastava ter o segundo grau completo e algum conhecimento em informática, e pronto, o emprego estava garantido pelo resto de sua vida. Com o passar do tempo o mercado foi mudando e vemos agora um quadro bem diferente. É preciso ter alguns requisitos para se tornar uma pessoa diferente e ser reconhecido profissionalmente.
Vamos às etapas
Conhecimento
Não basta ter apenas um diploma, é preciso uma busca constante por diferenciação, cada vez mais multiplicar conhecimentos e estar sempre ligado nas novidades. Não encare seu estágio como algo chato, mostre suas capacidades, exponha suas visões e Viva sua profissão.
Perfil Empreendedor
O profissional não deve se enxergar mais como um mero funcionário, e sim como um sócio, fazendo tudo como se aquele empreendimento fosse seu. Buscar aprimorar características empreendedoras que são a persistência, visão de futuro, criatividade, planejamento, identificação de oportunidades, entre outras, para fazer a diferença como profissional.
Redes de Contato
De acordo com pesquisas, mais de 50% da colocação profissional no mercado são feitas por amigos ou profissionais reconhecidos, por isso é altamente aconselhável que você mantenha uma rede de contatos. Procure sempre se manter informado de eventos, cursos e palestras de seu interesse profissional.
Comunicação
Não dá para pensar em um profissional que não se comunique tanto verbalmente quanto de forma escrita. Pessoas tímidas, que não conseguem se expressar em público, ficam esquecidas quando essa habilidade é necessária. Terão sucesso profissional aqueles que tiverem capacidade de apresentar projetos, conversar com diversas pessoas e comunicar-se com qualidade. Outro item que deve ser observado é a comunicação escrita, tendo capacidade de redigir e expressar-se da melhor forma possível.
Se sente triste? Se achando o pior profissional do mundo?
Amar-se profundamente, ter uma motivação para a vida e buscar a felicidade sem depender dos outros para que isso ocorra, é necessário para que a pessoa enxergue o mundo com outros olhos. Fracassos sempre existirão em todas as áreas, mas não devemos desistir de nossos objetivos pessoais e profissionais.
Não é uma bula de remédio ou uma receita de pão, mas poderão ajudá-los quando estiverem buscando colocação no mercado, talvez não só colocação, mas sim reconhecimento porque de pessoas (normais)...
o mercado está cheio, o desafio, e a graça é ser diferente. 07/2008
Na Vida de um Estagiário #2
Então, discutindo com o Higor sobre "o que postar", decidí dedicar este artigo a todos os [possíveis]estagiários de plantão. Uma causa nobre, sobre seus direitos, deveres e reclames.
Vamos à obra!
O estagiário deve, sim ou sim, estar matriculado regularmente em algum instituto de ensinoo: sendo ele público ou privado. Além disso, é fundamental que a atividade esteja relacionada com a área de estudo. O emprego, digo, estágio, deve complementar a educação. De forma alguma deve atrapalha-la.
A atividade é, desta digníssima forma, parte da formação profissional do jovem estudante. Por ser um programa que não dá ao
Amigo, não se engane, a empresa quer lucrar. E essa posição é extremamente vantajosa pra ela.
2 - O que você precisa saber
O projeto de lei original é de setembro de 77, mas passou por algumas modificações ultimamente.
Governador, senador, presidente, políticos. Não são burros, eles trabalham em favor do povão. Sabem que sua credibilidade, sua autoridade e sua fama dependem disso. Alguns são corruptos, sim, mas
Com a malícia do capitalismo, agenciar estagiários, contratá-los e colocá-los para trabalhar se tornaram tarefas extremamente lucrativas. Não é pra menos: ser pago (ou não) por exercer uma atividade que é exigida para a conclusão de um curso. É lógico que tirariam proveito dessa brexa.
A nova lei, de novembro de 2007, propõe algumas soluções para tais problemas:
1) A carga horária será limitada a seis horas diárias/trinta horas semanais;
2) Estagiários terão direito à férias remuneradas - trinta dias - após doze meses de estágio na mesma Empresa;
3) O tempo máximo de estágio na mesma Empresa, será de dois anos, exceto quando se tratar de Estagiário portador de deficiência;
4) A remuneração e a cessão do vale-transporte serão compulsórias, exceto nos casos de estágios obrigatórios;
5) Profissionais Liberais com registros nos seus respectivos Órgãos de Classe poderão contratar Estagiários;
6) Obrigatoriedade da contratação de Seguro de Acidentes Pessoais cuja Apólice constante do Contrato de Estágio seja compatível com os valores de mercado;
7) A nova Lei entra em vigor na data da sua publicação; (06/11/2007)
8) As prorrogações/renovações de Contratos de Estágio que ocorrerem após a publicação da Lei serão regidas pelas novas disposições.
3 - E se isso não acontecer?
A empresa que não cumprir devidamente todas as normas proclamadas na lei nº 6.494 deve ser denunciada, para responder pelas sanções previstas na CLT.
Não se pode esquecer que há regulamento para a lei de estágio, artigos definidos, impressos e "funcionais".
Não deixe ser enganado, fique por dentro de seu direito e saiba fundamentalmente seus deveres.
Boa sorte!
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06/2008
Em Favor da Qualidade
Comentamos sobre o assunto ontem após a apresentação do Interdisciplinar, mas a reflexão veio mesmo hoje, quando tive a oportunidade de ler o texto por completo. Logo de início pensei se tratar de uma "volta ao passado" dentro da propaganda. Por um lado veio a crítica a favor da iniciativa dos empreendedores do passado ao darem forma as primeiras agências, do outro lado veio a atribuição da falta de qualidade ao exponencial crescimento do mercado, em síntese. Mas será que esse ponto de vista está inteiramente correto? Não é uma precipitação?
Já que não tenho papas na língua e não sou um arbitrário fã da propaganda quadrada da década passada, vou defender um ponto de vista contrário ao de Eric Messa. Apontar a falta de qualidade para a precária adaptação dos antigos profissionais nos novos meios digitais e interativos. Acima de tudo, vou forçá-los, queridos leitores, a repensar essa ideia obsoleta de publicidade.
1 - Onde tudo começou
McCann Erickson, Alcântara Machado (atual ALMAP BBDO), Lintas (atual BorghiErh/Lowe), JWT, W/Brasil, a lista é grande. São esses caras que deram cara a televisão. A criatividade era um filme comercial que, em 30 segundos, traduzia um conceito em sucesso de vendas. Não existia o santo Photoshop para ajudar: tudo era criado na raça.
Junto a nova mídia, os potenciais consumidores também não esperavam um ar de criatividade e inovação. Ver um comercial era legal, era bacana, era cool. As pessoas cantavam os jingles, eram diretamente influenciadas pela imagem, tudo dava certo.
2 - A revolução 2.0
Em caráter social, na década de 70 nasceu a geração que hoje ocupa cadeira honrosa nas grandes agências. Formaram-se profissionalmente com base na alta dos comerciais. Quem nasceu na década seguinte já foi criado diferente. A internet, em 90, já fazia parte de sua cultura, a sociedade estava prestes a mudar.
A democratização da informação, o acesso livre a todo e qualquer conteúdo disponibilizado na internet, uma alta conectividade de jovens que ainda nem sabiam o que era um celular. Estava na cara que o mundo ia mudar. A propaganda precisava aprender a trabalhar com isso. Surge assim um desacreditado e descreditado universo on-line.
3 - A evolução 3.0
Começam os anos 2000. A internet ganha potencial. Muitas (leia-se: MUITAS) agências especializadas surgiram. Quem está dirigindo esse mercado? Será que são os publicitários que faziam comerciais?
Não, não são. Quem trabalhava, no começo, com internet ou era visionário ou era maluco. Alguns deram muito certo. Hoje alguns sites possuem muito mais visibilidade que algumas grandes revistas.
Se a formula ainda é efetiva ou não, isso é assunto pra outro dia.
Colocar gente jovem no poder não é o grande problema. O mercado exige uma postura mais radical, um ponto de vista mais interativo, um esforço mais jovial. Se hoje reclamamos da realidade, a culpa é da demanda. É consequencia de eventos socio-culturais.
O único infortúneo dessa triste verdade é a desvalorização do profissional, que trabalha mais de 10 horas por dia mostrando que seu ego é maior que o dos outros. Aí, enquanto um diretor de criação defeca dinheiro, a culpa da precária produção e má excelência em design vai direto aos jovens. Na verdade, a culpa é da direção. Se sua ideia é engolida pelo ego de seu chefe; se seu crescimento está apoiado nas costas de uma grande influência (e não na sua qualidade); de quem é a culpa, no fim das contas?
04/2008
On-line Cresce... e Muito!
O orçamento
de campanhas publicitárias realizadas na internet subiu 45,7% no ano passado,
registrando uma importante marca de (míseros) 2,8% em todo orçamento do ramo no
ano, incluindo todas as mídias.
Estíma-se que o faturamento de 2008 atinja os R$ 712 milhões, superando os R$
507 mi relatados pelo Inter-Meios da Meio & Mensagem de 2007.
O mercado eletrônico também tem motivos para comemorar. No fim de 2007 o IBOPE//NetRatings contabilizou 12,2 milhões de visitas em páginas de comércio eletrônico, número correspondente a 57,1% de usuários residenciais ativos no país. Dessas visitas, 8,8 milhões navegaram em sites de varejos, que correspondem oficialmente a cerca de 72% das visitas totais do ramo.
As grandes marcas também aprenderam a lidar com o universo online. A Coca-Cola, a Sony, Johnson & Johnson, Natura, Skol, Volkswagen, Nívea, Tilibra, Pepsi e Mac Donald’s entre outros, fizeram aplicações 2.0 de sucesso na rede nos dois últimos anos.
Os números de investimentos em campanhas baseadas em Search Engine Marketing também impressionam. Aproximadamente 41% dos investimentos em publicidade on-line nos Estados Unidos é feito em sites de busca. Na Inglaterra esse número chega a 51%, segundo a MídiaClick.
O que podemos concluir com tudo isso? Será que não ta na hora de abraçar o mundo digital como mídia fundamental?
Acredito que esses espantosos números devam crescer nos próximos anos. Não acho mais tão provável uma Bolha 2.0, como pensava antes. O número de internautas cresceu em uma escala exponencial assustadora; não temos mais controle sobre isso. E, embora muitos tentem barrar esse crescimento e muitos utilizem a internet como meio de propagação de conteúdo ilegal (no caso do Brasil, a pedofilia e o comercio de drogas são bons exemplos), o meio é um veículo pra lá de importante. As empresas estão aprendendo, os usuários estão crescendo, a rede está evoluindo. Assim, fica pra lá de difícil estimar o que deve acontecer nos próximos anos. As especulações são meras expeculações.



