Marketing & Comunicação: December 2007 Archives

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12/2007

du_K

A iG está trabalhando com um personagem, o du_K, para seu portal de anunciantes.

Vou ser direto na minha opinião:
- Forçar um entendimento sobre o "nick" da campanha em prol de um portal de anunciantes é extremamente chato.

Tudo bem que as vezes a gente força um pouco, cria um certo impacto, brinca com as palavras. O problema é quando isso passa a ser chato. Afinal, de que adianta ser criativo se a proposta final não for "a proposta".
Posso estar fora do público alvo e por isso a campanha me causou certa indignação (eu não postaria no meu blog se fosse algo "tosco"... existem campanhas e anúncios ruins em todo lado, o tempo todo). O problema é que a criatividade aguçada dos publicitários está começando a se tornar invasiva (como o case da Nestlé e SPTrans, colocando anuncio NAS CATRACAS do metrô de São Paulo).

Acho que ja está na hora de mudar essa chatisse. Vamos pensar diferente!!!
Adorei a ideia do Limão, do Estadão. Após uma campanha que causou tanto à mim quanto à maioria dos blogueiros certa indignação, finalmente acertaram em investir em um portal onde os produtores de conteúdo possam se divertir. Acredito que o público jovem, quando conhecer o novo portal, vá se identificar com ele e passar a utilizá-lo como principal fonte de notícias. Bola dentro para o jornal. Não custa nada pensar um pouco mais nos consumidores e nos  usuários quando bolar  uma campanha nova.

O case do IG não se encaixa nessa categoria, é claro, mas a "ideia inovadora" de um personagem/caricatura com codinome du_K é extremamente forçada e invasiva. Talvez eu aceitasse melhor até um  'Edu K."..

Fala sério!
Estive presente ontem no evento Second Tuesday, oferecido pela Meio & Mensagem, que foi realizado na Onne Unigolf, aqui em São Paulo.
O debate discutiu e apresentou o tema da última Meio Digital (User Generated Content, ou Conteúdo Gerado por Usuários) e teve uma banca de notáveis em comunicação e marketing no mercado publicitário, de mídia e de veículo. Entre os presentes, estavam: Leonardo Byrro (Ambev / Skol), André Bianchi (Estadão / Limão) e Paulo Loeb (Fbiz), que se apresentaram em palco, e outros profissionais do mercado como Brian Crotty (VP de planejamento da McCann-Erickson), que tive o prazer de conhecer e conversar junto à Eduardo de Souza ( CEO da Kwead.com) sobre comunicação entre usuários através do celular.

O conteúdo apresentado e debatido na cerca de 1h e meia de evento não apresentou grandes mudanças no pensamento de nós, profissionais da área. A única coisa que ressalto é a discussão do UGC como um marketing forçado e uma tentativa de enlatar algo que depende muito mais da vontade dos nichos do que dos anunciantes.

Embora ter sido citado o case do Orkut como grande rede de tráfego de informações e como referência em aglomeração de usuários, não acredito que o fenômeno foi realizado pela boa usabilidade do sistema, como foi apontado. O Orkut juntou a participação de usuários dando-lhes status (afinal, na época era só com convite que se entrava lá) e dizendo-lhes basicamente: Aqui você gerencia todos os seus amigos e participa de comunidades relacionadas aos meios que você vive. Acredito que isso explica muito mais o sucesso do sistema do que a "facilidade de se navegar". Eu e acredito que a maior parte dos usuários de internet que utilizaram o Orkut há 3 anos atrás (quando o No Donut's era mais comum) apanhava para navegar em todo o site e não entendia de cara a localização do conteúdo.

Outro exemplo que mostra como a falta de usabilidade pode não ser uma barreira tão grande é o MySpace. Já tenho o meu há uns dois anos e ainda não sei mexer por completo, tanto que desisti. O que podemos considerar importante nesse caso é como a comunicação entre usuários está sendo feita. Qual a vantagem de aprender-se uma nova ferramenta para gerenciar conteúdo? Esse é o foco, isso é o principal motivo das redes de relacionamento darem certo ou errado. (Seguindo, é claro, a usabilidade como ponto forte da organização disso tudo).

Voltando a falar de UGC, levanto a seguinte questão: é o usuário quem cria conteúdo para outros usuários ou é o consumidor que cria conteúdo para a marca? Acredito que está na hora de separar o que é conteúdo gerado pelo usuário e pelo consumidor.

Há um tempo atrás fui numa palestra do Michel Lent, CEO da 10' Minutos, onde ele falava sobre o We Media. Agora já acho que o consumidor/usuário não está criando mídia, está criando conteúdo para a mídia. Enlatar isso ficará difícil, afinal parece mais um efeito consequencia da nova organização das massas (divididas em nichos de mercados e blá blá blá até chegar no Long Tail) do que algo controlado pelas marcas/agências.