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06/2008
06/2008
Uma Aula de Criatividade
Esse post se originou de uma conversa que tive com minha família sobre a utilização do termo "Webdesigner". Estavamos jantando em nosso pequeno apê em São Bernardo, quando minha digníssima irmã solta a pergunta causadora de tudo:
- André, você é o que?
- Designer - disse
- Não é webdesigner? - Perguntou meu pai
- Não, sou designer, não me prendo muito a plataformas. Meu trabalho é a criatividade e a metodologia. - respondi, um pouco indignado.
Será que deixamos de utilizar o termo "webdesign" por ter virado profissão de sobrinho, ou será que essa complexa palavra remete a um nicho tão específicico que perde aplicação prática?
- Mas se falar Designer, parece que você é um estilista, ou um cabelereiro! - Comentou mamãe.
- É, já existe até "Body Design" - completa minha irmã.
Quer dizer: Você estuda 4 anos, aprende gestão de projetos, engenharia sonora e visual, comunicação, marketing, projetos gráficos, projetos de interação, arte e mais um bocado de coisas, e no fim é comparado a um "body designer"? Isso é triste; pra não dizer deprimente.
Mas o mundo não acabou ainda, embora pareça. A solução aparece aos poucos no fim do escuro túnel da vida. É a correta utilização de tudo o que um estudante aprende em sua graduação. E essa luz que se acende, lá no horizonte, e ela ilumina uma grande placa: a criação.
Não há ninguém que não possa criar. Todos somos dotados dessa habilidade. Ela não é dom de poucos, é uma atividade que deve ser exercida e praticada incansavelmente. É um desafio que pede busca por informação, referências fundamentadas, conhecimento profundo de cultura, entendimento de valores de seus clientes, dos clientes de seus clientes e dos meios sociais nos quais ambos coexistem. Imagine então, por um instante, que você consiga identificar tudo isso. Jogue em sua cabeça o sucesso de seu projeto. Pense em como isso pode repercutir na vida de outros. Iluda-se.
Conseguiu?
Agora, mãos a obra, você já se inspirou. Em alguns instantes, se desprendeu de todas as suas barreiras e focou em um objetivo. É assim que um criativo deve viver. É inspirar-se em sí mesmo, em suas próprias capacitades. Agora, o segundo passo é definir o que deve ser feito.
Boa sorte!
- André, você é o que?
- Designer - disse
- Não é webdesigner? - Perguntou meu pai
- Não, sou designer, não me prendo muito a plataformas. Meu trabalho é a criatividade e a metodologia. - respondi, um pouco indignado.
- Mas se falar Designer, parece que você é um estilista, ou um cabelereiro! - Comentou mamãe.
- É, já existe até "Body Design" - completa minha irmã.
Quer dizer: Você estuda 4 anos, aprende gestão de projetos, engenharia sonora e visual, comunicação, marketing, projetos gráficos, projetos de interação, arte e mais um bocado de coisas, e no fim é comparado a um "body designer"? Isso é triste; pra não dizer deprimente.
Mas o mundo não acabou ainda, embora pareça. A solução aparece aos poucos no fim do escuro túnel da vida. É a correta utilização de tudo o que um estudante aprende em sua graduação. E essa luz que se acende, lá no horizonte, e ela ilumina uma grande placa: a criação.
Não há ninguém que não possa criar. Todos somos dotados dessa habilidade. Ela não é dom de poucos, é uma atividade que deve ser exercida e praticada incansavelmente. É um desafio que pede busca por informação, referências fundamentadas, conhecimento profundo de cultura, entendimento de valores de seus clientes, dos clientes de seus clientes e dos meios sociais nos quais ambos coexistem. Imagine então, por um instante, que você consiga identificar tudo isso. Jogue em sua cabeça o sucesso de seu projeto. Pense em como isso pode repercutir na vida de outros. Iluda-se.
Conseguiu?
Agora, mãos a obra, você já se inspirou. Em alguns instantes, se desprendeu de todas as suas barreiras e focou em um objetivo. É assim que um criativo deve viver. É inspirar-se em sí mesmo, em suas próprias capacitades. Agora, o segundo passo é definir o que deve ser feito.
Boa sorte!
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05/2008
05/2008
A Mulher Digital
Ontem, mais uma vez, estive presente no Second Tuesday oferecido pela Meio & Mensagem. Representei a Kwead, os blogueiros e os jovens num bate-papo que mais me pareceu um "esclarecedor" de fatos que já existem faz tempo do que realmente um debate sobre a mulher digital.
Gostei do conteúdo apresentado. Não vou dar uma de reclamão e ficar falando mal nem nada no estilo. Também não vou perder tempo fazendo um release sobre o que rolou. Então vamos direto aos fatos.

1 - Número de usuárias on-line no Brasil, hoje:
Segundo o Ibope/NetRatings o número de internautas do sexo feminino chegou a 6,5 milhões em algum momento do ano passado. Isso representa algo em torno de 48% do número total de usuários de internet no Brasil.
2 - Sites feitos exclusivamente para mulheres
A Ideiasnet é uma daquelas fábricas de criação de veículos e serviços on-line, e conta com o Bolsa de Mulher e o Bolsa de Bebê, sites quase que exclusivamente feito para a meninada, que viaja num público de 20 a 50 anos.
Além do investimento de grandes portais em criar canais específicos para o público feminino, podemos contar com uma diversidade de conteúdo muito grande que atinge a mulher, que varia do Esporte a Moda, passando por assuntos que antes eram considerados exclusivamente femininos, como Finanças e Economia.
3 - No Brasil e no mundo, mulher também cria conteúdo
Aqui na Ilha da Vera Cruz temos bons exemplos de blogueiras que criam e distribuem conteúdo. Mirian Bottan, Bruna Calheiros, Dani Koetz, a Menina que Joga (desculpe, não sei seu nome =/), a Luiza Gomes e muchas otras más, são exemplos que deram certo. Não sei exatamente a quantidade de visitantes que as garotas recebem por mês, mas não tenho dúvida da repercussão que uma notícia que publicam pode causar.
Nos outros 3 cantos do planeta água, encontramos duas grandes referências de garotas que criam: Xu Jinglei e Yoani Sánches.
A Xu foi eleita uma das maiores influências da internet e recebe mais de 3 milhões de visitas únicas por mês. Isso faz dela a blogueira mais visitada do mundo!
Agora, fazendo um panorama geral, solto a pergunta: Será que os profissionais e os anunciantes já estão cientes disso? Estamos dando toda a importância que as mulheres merecem pelo que conquistaram na internet nos últimos 10 anos?
Eu cresci no universo Digital. Acho que isso me fez desenvolver um raciocínio democrata baseado em igualdade social e étnica. Hoje elas merecem nosso respeito. Eu apostaria muito no futuro das nossas garotas-de-internet, e com certeza arriscaria investir na meninada que influencia diretamente os demais internautas de plantão.
Gostei do conteúdo apresentado. Não vou dar uma de reclamão e ficar falando mal nem nada no estilo. Também não vou perder tempo fazendo um release sobre o que rolou. Então vamos direto aos fatos.
1 - Número de usuárias on-line no Brasil, hoje:
Segundo o Ibope/NetRatings o número de internautas do sexo feminino chegou a 6,5 milhões em algum momento do ano passado. Isso representa algo em torno de 48% do número total de usuários de internet no Brasil.
2 - Sites feitos exclusivamente para mulheres
A Ideiasnet é uma daquelas fábricas de criação de veículos e serviços on-line, e conta com o Bolsa de Mulher e o Bolsa de Bebê, sites quase que exclusivamente feito para a meninada, que viaja num público de 20 a 50 anos.
Além do investimento de grandes portais em criar canais específicos para o público feminino, podemos contar com uma diversidade de conteúdo muito grande que atinge a mulher, que varia do Esporte a Moda, passando por assuntos que antes eram considerados exclusivamente femininos, como Finanças e Economia.
3 - No Brasil e no mundo, mulher também cria conteúdo
Aqui na Ilha da Vera Cruz temos bons exemplos de blogueiras que criam e distribuem conteúdo. Mirian Bottan, Bruna Calheiros, Dani Koetz, a Menina que Joga (desculpe, não sei seu nome =/), a Luiza Gomes e muchas otras más, são exemplos que deram certo. Não sei exatamente a quantidade de visitantes que as garotas recebem por mês, mas não tenho dúvida da repercussão que uma notícia que publicam pode causar.
Nos outros 3 cantos do planeta água, encontramos duas grandes referências de garotas que criam: Xu Jinglei e Yoani Sánches.
A Xu foi eleita uma das maiores influências da internet e recebe mais de 3 milhões de visitas únicas por mês. Isso faz dela a blogueira mais visitada do mundo!
Agora, fazendo um panorama geral, solto a pergunta: Será que os profissionais e os anunciantes já estão cientes disso? Estamos dando toda a importância que as mulheres merecem pelo que conquistaram na internet nos últimos 10 anos?
Eu cresci no universo Digital. Acho que isso me fez desenvolver um raciocínio democrata baseado em igualdade social e étnica. Hoje elas merecem nosso respeito. Eu apostaria muito no futuro das nossas garotas-de-internet, e com certeza arriscaria investir na meninada que influencia diretamente os demais internautas de plantão.
09
05/2008
05/2008
Seminário Sobre Design Alemão
Conforme prometido no Twitter, aqui vai meu pps sobre Design Alemão apresentado ontem na Anhembi Morumbi.
UPDATE: O Scribd, ao transformar o documento em flash, perdeu a definição das fontes, parte do alinhamento e alguns caracteres avulsos (geralmente no final das frases). =/
UPDATE: O Scribd, ao transformar o documento em flash, perdeu a definição das fontes, parte do alinhamento e alguns caracteres avulsos (geralmente no final das frases). =/
06
03/2008
03/2008
Twitter, what are you doing?
Encontrei esse vídeo no blog do Tiago Dória e TIVE que postar aqui! haha
Cansei de explicar pro pessoal o porque devem experimentar o Twitter. Todos fazem sempre a mesma pergunta: "Mas por que que é legal?" ou então, a variável: "Como que funciona?".
Eis a melhor e explicação sobre o que é Twitter. Enjoy
21
02/2008
02/2008
Partycast no iMasters

É Isso mesmo!!
O Partycast agora também faz parte dos feeds da iMasters e pode ser ouvido direto pelo portal!!!
Quem não ouviu ainda, não perca tempo!!!
Ainda fico devendo os feeds próprios, mas chegarão!! Promessa!
21
02/2008
02/2008
Designlinhando
Criei hoje outro blog, que administrarei junto com o Somos Egoístas (por motivos inexplicáveis ainda está fora do ar) e fará parte do Reprojecting.net!
Surge o Designlinhando. Blog sobre cultura e informação focada apenas em Design Digital.
Comigo estarão presentes mais 5 pessoas, responsáveis por postar e manter o conteúdo do Designlinhando sempre de pé!
O Layout ainda não trabalhei, está com um padrão do sistema. Depois, aos poucos, vamos construindo.
Fica aqui a dica!
Surge o Designlinhando. Blog sobre cultura e informação focada apenas em Design Digital.
Comigo estarão presentes mais 5 pessoas, responsáveis por postar e manter o conteúdo do Designlinhando sempre de pé!
O Layout ainda não trabalhei, está com um padrão do sistema. Depois, aos poucos, vamos construindo.
Fica aqui a dica!
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02/2008
02/2008
O Respeito para com Blogueiros
Sou blogueiro há algum tempo embora o Reprojecting exista há poucos meses.
Hoje assistí ao debate sobre Blogs e o Novo Jornalismo aqui, na Campus Party Brasil, onde embora houvesse muita discórdia, me sentí honrado por ser visto pela mídia não como um problema, mas sim como um novo formato de jornalismo.
Claro que, por trás disso, há um certo medo dos jornalistas em perder espaço para os novos publicadores de conteúdo. Durante o debate, composto por uma banca que variava de jornalistas de mídia tradicional à blogueiros de médio porte, foram discutidos diversos pontos de controversia entre os formatos. Entre eles a monetização dos blogs como forma de lucro jornalístico num espaço onde não se paga para que haja produção de redação. Isso é tema para um post dedicado, mas o interessante lembrar que a atitude dos profissionais da área em assumir os blogs como uma forma inteligente de expressar opinião e ganhar dinheiro com isso pode ser considerada uma repensada no que de fato é o jornalismo. Eles lembraram que somos todos da mesma terra, do mesmo chão; compartilhamos a mesma paixão: a informação.
Isso, na hora, me lembrou a propaganda que a IBM fez para divulgar sua linha de pcs com Linux, onde o pequeno garoto "Linux" era bombardeado de informações e em determinado momento um homem lhe diz:
"Coletar dados é o primeiro passo para a sabedoria, mas compartilhar dados é o primeiro passo para a comunidade"
Hoje o blogueiro começa a ser visto de outra forma pelas pessoas. Esta é a hora de mostrar a influência da população on-line na mídia, e estamos vivenciando essa transformação. Não só formamos opinião, quando mudanos, inovamos, criamos, discutimos, respondemos, nos comunicamos; e muito importante: somos iguais a vocês leitores.
Essa nova formula está ganhando respeito aos poucos e graças aos leitores e demais publicadores de conteúdo (o que inclui uma página no Wikipedia, uma foto no Flickr ou até um perfil no Facebook) está se tornando a forma mais justa de compartilhar conhecimento. O nosso rumo, como humanidade, é evoluir no conceito de liberdade de expressão explorando o compartilhamento de informação livre, puro, justo e direto.
Hoje assistí ao debate sobre Blogs e o Novo Jornalismo aqui, na Campus Party Brasil, onde embora houvesse muita discórdia, me sentí honrado por ser visto pela mídia não como um problema, mas sim como um novo formato de jornalismo.
Claro que, por trás disso, há um certo medo dos jornalistas em perder espaço para os novos publicadores de conteúdo. Durante o debate, composto por uma banca que variava de jornalistas de mídia tradicional à blogueiros de médio porte, foram discutidos diversos pontos de controversia entre os formatos. Entre eles a monetização dos blogs como forma de lucro jornalístico num espaço onde não se paga para que haja produção de redação. Isso é tema para um post dedicado, mas o interessante lembrar que a atitude dos profissionais da área em assumir os blogs como uma forma inteligente de expressar opinião e ganhar dinheiro com isso pode ser considerada uma repensada no que de fato é o jornalismo. Eles lembraram que somos todos da mesma terra, do mesmo chão; compartilhamos a mesma paixão: a informação.
Isso, na hora, me lembrou a propaganda que a IBM fez para divulgar sua linha de pcs com Linux, onde o pequeno garoto "Linux" era bombardeado de informações e em determinado momento um homem lhe diz:
Hoje o blogueiro começa a ser visto de outra forma pelas pessoas. Esta é a hora de mostrar a influência da população on-line na mídia, e estamos vivenciando essa transformação. Não só formamos opinião, quando mudanos, inovamos, criamos, discutimos, respondemos, nos comunicamos; e muito importante: somos iguais a vocês leitores.
Essa nova formula está ganhando respeito aos poucos e graças aos leitores e demais publicadores de conteúdo (o que inclui uma página no Wikipedia, uma foto no Flickr ou até um perfil no Facebook) está se tornando a forma mais justa de compartilhar conhecimento. O nosso rumo, como humanidade, é evoluir no conceito de liberdade de expressão explorando o compartilhamento de informação livre, puro, justo e direto.
Saiba Mais O Respeito para com Blogueiros.



