Existem milhões de teorias malucas que tentam explicar o porquê das vendas da Apple
subirem tanto e as demais concorrentes (muitas vezes até mais avançadas
tecnologicamente) não.
Na terça feira passada tive uma conversa pra lá de informativa com o designer Frank
Tyneski, direto executivo da IDSA. Frank já ganhou mais de 30 prêmios internacionais e
presidiu a Kyocera, o design do primeiro celular da Motorola e foi o responsável pela
Nokia possuir excelência em produto hoje. Além de tudo isso, Tyneski é um visionário que
foge a muitos estereótipos: não é nada arrogante, se apresenta com excelência em público,
possui um pensamento lógico muito bem fundamentado e não é fechado a novidades e
tendências.

Atingindo seu target:
publico_1.jpgO target do produto (T) geralmente não está preparado para receber um novo conceito.
Então você cria um design, coloca ele a disposição do público, e ele é rejeitado. Ficou
ruim? Não. Mas o mercado não está preparado para isso. Seu público alvo não consumirá
um produto que não lhes agrada, ou não é visto como algo que lhes satisfaça.
Essa opção é tomada por um simples motivo: Nós procuramos consumir o que satisfaça
nosso desejo. Anos atrás comprávamos produtos bonitos, de altíssima qualidade de
produção, feito com materiais resistentes, tomados como algo que supriria diversas
necessidades. Antes disso, a visão era focada totalmente no marketing e na publicidade. Um
produto seria bem sucedido se tivesse uma campanha que agradasse a massa. E todas essas
coisas foram agregando-se umas as outras.
Atingir a grande massa por persistir em um comercial é uma estratégia que não dura mais.
Nós esquecemos das coisas que pararam de aparecer na TV.
Só existe uma forma de atingir a massa, mas isso exige tempo. Isso está diretamente
relacionado ao quão "cool" um produto é.

Atingindo a Popularidade:

publico_2.jpg
Tostines é fresquinha por que vende muito? Não, nada disso. Tostines é fresquinha por que
nós olhamos pras pessoas que consomem, achamos legal, e consumimos também. Só
depois disso ela é fresquinha.
Quando você estava no colégio, havia um grupo denominado "cool" (V). Eram os
responsáveis por lançar moda. Os demais alunos invejavam esse grupo. Muitos nem gostam
deles, as vezes esse grupo é até um bando de "idiotas". Mas são esses notáveis que são
tomados como referência pela grande massa.
Mas até os mauricinhos notáveis, os bons-de-bola e os nerds descolados possuem
referências. Eles copiam o estilo de outros caras.

Atingindo o Explorador:
publico_3.jpg

O explorador é o carinha descolado que não anda na moda. Ele inventa a própria maneira
de se vestir, cria, inova, se arrisca e não está nem aí pro que os outros pensam deles. É
gente legal, que conversa com todo mundo, mesmo que nem sempre são cheias de amigos.
Muitas vezes são até considerados "idiotas". São motivos de tiração de sarro. Mas eles são
diferentes, e ser diferente é ser cool. E é isso que os descolados querem, e é isso que a
grande massa quer também.

Por onde começar:
Apple_store_fifth_avenue.jpg
Atingir o explorador vai deixar seu produto cool. Ele será responsável por fazer aparecer o
"diferente", que será propagado posteriormente pelos descolados notáveis. Quando chegar
nesse estágio, todo mundo vai almejar ser igual. É a inveja. É aí que morre o problema.
Após algum tempo de campanha, caso o produto seja realmente bom o suficiente pra atingir
todas as etapas especificadas acima: sucesso.

Aplicação prática:

Para exemplificar, vamos usar o case do iPod.
Tudo começou em 2001. O fone branco era diferente. Os "exploradores" compraram os
seus e saíram na rua com eles. Na escola, no trabalho e na família, foram copiados, e
copiados, e copiados, e copiados. Até que o produto se tornou paixão de todos. Quem não
quer ter um iPod hoje?
A ação não só consolidou o produto, o design e o padrão de mercado, quanto colocou a
Apple na boca do povo.
ências.

Concluindo

A forma com a qual tratamos uma comunicação efetiva pode ser o motivo do sucesso ou insucesso de determinado produto ou determinada campanha. Agora basta olhar para o lado certo e atingir no centro do alvo o público correto.
Claro que depende mais do que só isso. Temos que levar em conta a relação qualidade x design x satisfação pessoal. Mas isso fica pra outro dia.


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5 Comentários:

Malu disse:

Ou seja, tudo se resume ao fato de que somos invejosos e queremos as coisas legais e diferentes q os outros tem \o/

Dan Dualiby disse:

Fala galera do Reprojecting!!
Muito bom falar com vocês no EBP,
espero que continuemos nos falando.
Excelente post e blog parabéns!

Abraço, Danilo.
http://www.pontodcom.blogspot.com/

Leonardo Rama disse:

Fala galera do reproject agora tbm seguindo no twitter porra o ebp foi animal pena q so deu para conversar pouco depois pega meu msn pra gente trocar ideia abraço

Carol disse:

Aê meninos, tudo bem?!
Agora vocês tem meu gtalk, se não adicionarem vai rolar um twitter-bomb hahahaha!

Muito bom o evento né?! Deu prá aprender um monte de coisa, váááários cases prá analisar =D

Beijo

John Parker disse:

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Esta página contém um post de André Bernardi rabiscada em June 1, 2008 1:25 AM.

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