June 2008 Archives

Criar conteúdo sempre foi uma paixãozinha, daquelas alimentadas pela professora de redação da 8ª série. Mas de longe, nunca fui o melhor redator da escola e isso é frustrante, pra não dizer decepcionante.

Embora eu mantenha este blog a cerca de 1 ano, e antes dele, tenha praticado em diversos outros sites/blogs em que me envolvi, até poucos dias atrás, não tinha me organizado de forma a escrever com efetividade. E acredite: o que me ajudou muito a rever meus conceitos de escritor, foi um livro da Ediouro: "Você Já Pensou Em Escrever Um Livro?"

Se ler, para muitos, é cansativo, Sonia Belloto consegue tornar a prática simples e direta.

Só que em vez de ficar falando uma porção de jabás, vamos praquela crítica marota típica deste ilustre blog.

1 - Na Hora de Escrever, ESCREVA


escrever.jpgUm dos maiores erros dos aspirantes a escritores é interromper sua preciosa criação para corrigir o que já foi feito. É claro que é bom prezar pelo bom entendimento de seu texto enquanto você ainda está começando. Colocar frases no papel (ou no Word) não pode ser uma barreira desde o começo. Ninguém vira redator da noite pro dia. Os textos evoluem, e sua habilidade para com eles também.

2 - Critique Depois, mas volte atrás

critic.jpgDepois de terminar a idéia inicial, é hora de voltar pra trás e ler tudo de novo. Dessa vez, tenha olho crítico. Não basta apenas corrigir os erros de gramática, procure enxergar pelos olhos de quem não entende do assunto que você está tratando.

Aí, se você achar que o texto ficou excelente, e que não podia ficar melhor, experimenta mostrá-lo para outra pessoa mais experiente. Ela pode até criticar, mas vai saber dar uma dica praquele famoso "up" na qualidade. É como todo artista, que precisa da aprovação do público para que sua obra seja vendida.

Depois das considerações, faça as alterações necessárias sem medo. Podem até acusar alguma incoerência depois, mas você certamente não a cometerá futuramente. A aprovação passa por vários meios dessa forma, e todos têm a ganhar.

3 - Você é Mercenário, Assuma!

Ninguém escreve de graça. Pode até ser um hobby, mas o mínimo que você quer é ganhar reconhecimento.
Os mercenários eram soldados contratados para lutar por um exercito. Eram profissionais e queriam dinheiro, queria prestígio, queriam aparecer.

Vamos assumir, é legal ser reconhecido por um trabalho. Tem gente que leva isso muito a sério, e acaba virando aquele cara com um ego absurdamente ensurdecedor. Ninguém precisa disso, né? Então pra quê deixar-se levar? O que vale mais é ficar satisfeito com um trabalho bem realizado. E isso vai acontecer se recomendarem e espalharem seu texto pelo mundo.

4 - Leia, leia muito.
desespero3-full.jpgNão é pra tanto, vai?
Todos se inspiram. Artistas se inspiram em artistas e em outras coisas, escritores também, por que não?

Portanto leia. Leia muito, leia incansavelmente, leia tudo. Uma das maiores bases para a qualidade é o conhecimento. Mestres te ajudarão muito, eles estão no topo da cadeia alimentar, conheça seus trabalhos profundamente.

5 - Arrisque sem medo.

Qual é o problema em publicar seu texto? Como um bom escritor, acostume-se com isso. Quem sabe você não escreve um livro? Já pensou nisso?

O livro não só me inspirou a falar sobre o assunto de uma forma assim tão ampla, como também me deu muitíssima base para produzir textos melhores.
E, mesmo que o primeiro capítulo seja meio redundante, algumas poucas horas são mais do que suficientes para dar continuidade na leitura e descobrir um universo completamente novo no mundo da escrita.
 
Recomendadíssimo para todos, de qualquer classe social, qualquer religião, qualquer etnia e qualquer gosto.


Links Úteis:



Mais uma sexta-feira corrida, com muuuitos jobs a serem entregues ainda hoje. Já vi que ficarei até tarde na agência. Isso merece um post.

Na vida de um estagiário, duas coisas podem acontecer ou ele serve café ou ele trabalha...”. Deixemos a parte do café, que todos comentam, para um outro dia, quem sabe 30 de fevereiro, falaremos da parte “ou ele trabalha...”

Converso sempre, com amigos, como tem sido o dia nas respectivas agencias em que trabalhamos, e a infortúnea conclusão que costumamos chegar diz por sí: não somos estagiários. Mas peraí, temos contrato de estagiários e recebemos ($$$) como estagiários. Todos os dias nos deparamos com um mundo de jobs, com prazos apertadíssimos, e sim, somos cobrados.Acredite, não reclamo disso.

Oportunidade x Experiência

executivo.jpg

Se o estágio foi criado para dar oportunidades a estudantes, o mercado de trabalho deixou de pensar assim há muito tempo. E essa mudança tem explicação: a experiência ganhou um valor muito maior. Pode ser que, por isso, as empresas deixaram de lado os primeiros valores para aventurar seus novos 'funcionários' em um mundo muito mais competitivo.

Até que ponto o depósito de responsabilidade pode ser bom?
Se falarmos em carreira, sem dúvida isso é ótimo, pois adquirimos experiência mais cedo e isso só tem a somar.


Quanto ao salário............ Ah! isso não importa. Vou deixar o assunto para ourta hora.




Esse post se originou de uma conversa que tive com minha família sobre a utilização do termo "Webdesigner". Estavamos jantando em nosso pequeno apê em São Bernardo, quando minha digníssima irmã solta a pergunta causadora de tudo:

- André, você é o que?
- Designer - disse
- Não é webdesigner? - Perguntou meu pai
- Não, sou designer, não me prendo muito a plataformas. Meu trabalho é a criatividade e a metodologia. - respondi, um pouco indignado.

mao_de_obra.jpgSerá que deixamos de utilizar o termo "webdesign" por ter virado profissão de sobrinho, ou será que essa complexa palavra remete a um nicho tão específicico que perde aplicação prática?

- Mas se falar Designer, parece que você é um estilista, ou um cabelereiro! - Comentou mamãe.
- É, já existe até "Body Design" - completa minha irmã.



Quer dizer: Você estuda 4 anos, aprende gestão de projetos, engenharia sonora e visual, comunicação, marketing, projetos gráficos, projetos de interação, arte e mais um bocado de coisas, e no fim é comparado a um "body designer"? Isso é triste; pra não dizer deprimente.

Mas o mundo não acabou ainda, embora pareça. A solução aparece aos poucos no fim do escuro túnel da vida. É a correta utilização de tudo o que um estudante aprende em sua graduação. E essa luz que se acende, lá no horizonte, e ela ilumina uma grande placa: a criação.

Não há ninguém que não possa criar. Todos somos dotados dessa habilidade. Ela não é dom de poucos, é uma atividade que deve ser exercida e praticada incansavelmente. É um desafio que pede busca por informação, referências fundamentadas, conhecimento profundo de cultura, entendimento de valores de seus clientes, dos clientes de seus clientes e dos meios sociais nos quais ambos coexistem. Imagine então, por um instante, que você consiga identificar tudo isso. Jogue em sua cabeça o sucesso de seu projeto. Pense em como isso pode repercutir na vida de outros. Iluda-se.

Conseguiu?

Agora, mãos a obra, você já se inspirou. Em alguns instantes, se desprendeu de todas as suas barreiras e focou em um objetivo. É assim que um criativo deve viver. É inspirar-se em sí mesmo, em suas próprias capacitades. Agora, o segundo passo é definir o que deve ser feito.

Boa sorte!
Quando postei um artigo falando sobre as duas grandes opções da vida (Guerreiros ou Omissos), não imaginava o quanto esse assunto poderia virar pauta futuramente. Não fazia ideia de como seria o feedback, e, graças a Deus, foi positivo.
Não é pra menos, aquilo tudo estava fundamentado: eu só mascarei os fatos de uma forma bonitinha. Bom, felizmente tudo correu bem e acabei prometendo uma 2ª parte do texto.

Agora, vamos falar de algo bem mais específico. Dedicar-nos aos guerreiros e estudar suas práticas e suas principais características. E, pra começar, vamos pela hierarquia:


1 - O Soldado

soldado.jpgQuem está começando geralmente opta por repassar, replicar ou debater as ideias dos maiores capitães do nosso exército. São esses caras, os formadores de opinião, que regem o mundo, e são os soltados que transmitem essa informação toda.

Um soldado é linha de frente de batalha. No design, é o cara que dá as caras na guerra das agências e faz com que seu peito cubra as balas que lhe vem contra. É a hora da humildade e do sofrimento, antes de virar chefe. Aqui, o que importa, é experiência em campo.

Geralmente todo mundo passa por isso, então, não perca muito tempo em um lugar só. Trabalhe, trabalhe, trabalhe e trabalhe. Não fique preso a nada, vale a pena.



2 - O General

hitler.jpgAqui o perigo e o salário são maiores. A briga também. Começamos a entrar em um território ainda mais hostil. É um querendo passar a perna no outro. Um mundo consumido pelas forças do mal (cof.. cof... da publicidade tradicional e dos grandes contatos).

Se você reclamava do amiguinho que não dava uma mordida do saboroso lanche que sua mamãe lhe havia feito, prepare-se. Aqui o ego (e o egoísmo, por consequente) é muito maior. O trabalho é valioso e possui grande visibilidade, os dedos estão cada vez mais apontados, mas o retorno é muito maior. Briga de gigantes, né.

Mas como todo aquele que caminha também é filho de Deus, o general precisa de inspiração também. Ele lê e é antenado no mundo. Dita algumas regras, é vítima de elogios e chacotas, tem vida social e é acessível. Adora aplicar as novas leis, mas não gosta nem um pouco de parar para escreve-las.

Geralmente quem se encaixa nesse perfil acaba virando diretor. Cargos altos, de relevância administrativa. É uma etapa pra lá de importante para o currículo e para a vida.

3 - O Mestre

Yoda.jpgNão estamos mais falando em competitividade. O mestre é respeitado e admirado. Um leão entre lebres, é o ponto máximo da vida. Só chega aqui quem batalhou.
Todas as regras (mutas vezes quadradas) sob as quais vivemos são feitas por mestres. Podem não ser lá tudo isso, mas ganharam a fama, e agora não há quem os segure.

Embora  o mestre não seja necessariamente sábio, não podemos negar sua inteligência. Existem mestres idiotas, e isso é fato. Tem gente que tem o ego maior que a cidade onde reside, e mantém uma posição firme e ignorante perante a sociedade e seus seguidores.




O mestre forma a opinião do general, e é ele o responsável pela ponta do telefone sem fio da vida. Consagração tem tudo a ver com sua profissão. Tentador, não? Uma pena que sempre haverão rebeldes para discordar e lutar contra as teorias malucas desses gênios. E ainda bem que isso acontece!

Não esqueci! Está ainda funcionando a Fábrica da Inspiração: sua dose mais do que rebuscada em inspiração cotidiana.

Não vamos perder tempo com inutilidades. Esse post merece ir direto ao ponto:

kuler.jpgO Kuler é mais um mirabolante projeto da Adobe Systems Incorporated. Dessa vez, pra bater o já citado aqui na Fábrica: Colour Lovers, um site que visa dar referências em cores, fornecidas e alimentadas por usuários no mundo todo.

A grande sacada do projeto é a disponibilização das API's para os desenvolvedores. Isso possibilita não só o desenvolvimento de novas aplicações como também um crescimento gradativo na qualidade e nos recursos do site.

Para manter a forma, o Kuler se alimenta de paletas fornecidas por usuários. Essas, que são destinadas a toda a rede proposta pela Adobe, incluem desde a página na internet, até as aplicações no AIR, sua plataforma de navegação em desktop.

Se você está interessado em entrar pra dança, a Adobe oferece em seu Wiki um guia completo e atualizado de todas as possibilidades do sistema. Além disso, disponibiliza também um fórum público para debate e solução de eventuais problemas.

Links:
Acesse o Kuler
Adobe Labs Forum: Kuller Talk
Wiki Adobe Labs: Kuler

O Leo Rama mandou ontem pro Higor Franco um artigo que havia postado em seu blog, repassando um texto do professor Eric Messa (FAAP) sobre a qualidade da propaganda das grandes agências.

Comentamos sobre o assunto ontem após a apresentação do Interdisciplinar, mas a reflexão veio mesmo hoje, quando tive a oportunidade de ler o texto por completo. Logo de início pensei se tratar de uma "volta ao passado" dentro da propaganda. Por um lado veio a crítica a favor da iniciativa dos empreendedores do passado ao darem forma as primeiras agências, do outro lado veio a atribuição da falta de qualidade ao exponencial crescimento do mercado, em síntese. Mas será que esse ponto de vista está inteiramente correto? Não é uma precipitação?

Já que não tenho papas na língua e não sou um arbitrário fã da propaganda quadrada da década passada, vou defender um ponto de vista contrário ao de Eric Messa. Apontar a falta de qualidade para a precária adaptação dos antigos profissionais nos novos meios digitais e interativos. Acima de tudo, vou forçá-los, queridos leitores, a repensar essa ideia obsoleta de publicidade.

1 - Onde tudo começou


bardahl bad guys.jpgNo Brasil dos anos 60 a TV estava em alta. O meio bombava, o formato era novo, prometia substituir o rádio. Mesmo assim, grande parte dos anunciantes não dava o devido crédito ao mercado: fato que virou de ponta cabeça em poucos anos.
McCann Erickson, Alcântara Machado (atual ALMAP BBDO), Lintas (atual BorghiErh/Lowe), JWT, W/Brasil, a lista é grande. São esses caras que deram cara a televisão. A criatividade era um filme comercial que, em 30 segundos, traduzia um conceito em sucesso de vendas. Não existia o santo Photoshop para ajudar: tudo era criado na raça.
Junto a nova mídia, os potenciais consumidores também não esperavam um ar de criatividade e inovação. Ver um comercial era legal, era bacana, era cool. As pessoas cantavam os jingles, eram diretamente influenciadas pela imagem, tudo dava certo.


2 - A revolução 2.0

Google LogoPassaram-se 20 longos anos de história. Na década de 90 o comercial já era tratado como "reclame". Era a hora de tirar àgua do joelho e comentar sobre o episódio recém assistido. Lindo, não? A mídia já era vasta. TV, Outdoor, Indoor, revista, jornal, rádio. Não parecia haver nenhuma restrição. E, em 1994, a internet chega  com potência comercial ao mundo.

Em caráter social, na década de 70 nasceu a geração que hoje ocupa cadeira honrosa nas grandes agências. Formaram-se profissionalmente com base na alta dos comerciais. Quem nasceu na década seguinte já foi criado diferente. A internet, em 90, já fazia parte de sua cultura, a sociedade estava prestes a mudar.

A democratização da informação, o acesso livre a todo e qualquer conteúdo disponibilizado na internet, uma alta conectividade de jovens que ainda nem sabiam o que era um celular. Estava na cara que o mundo ia mudar. A propaganda precisava aprender a trabalhar com isso. Surge assim um desacreditado e descreditado universo on-line.

3 - A evolução 3.0

Começam os anos 2000. A internet ganha potencial. Muitas (leia-se: MUITAS) agências especializadas surgiram. Quem está dirigindo esse mercado? Será que são os publicitários que faziam comerciais?
Não, não são. Quem trabalhava, no começo, com internet ou era visionário ou era maluco. Alguns deram muito certo. Hoje  alguns sites possuem muito mais visibilidade que algumas grandes revistas.
Se a formula ainda é efetiva ou não, isso é assunto pra outro dia.

Internet no pico da popularidadeO problema não é a falta de profissionais qualificados nas agências. A atual situação do mercado exige noites mal dormidas. Gente despreparada nasce aos montes, e quem ganha, na verdade, são as grandes empresas. A "prostituição" das agências, baseada na infeliz atitude mercenária dos grandes empresários e no gradativo aumento de mercado está causando náuseas nos profissionais mais quadrados, que viveram a profissão em outro momento.

Colocar gente jovem no poder não é o grande problema. O mercado exige uma postura mais radical, um ponto de vista mais interativo, um esforço mais jovial. Se hoje reclamamos da realidade, a culpa é da demanda. É consequencia de eventos socio-culturais.

O único infortúneo dessa triste verdade é a desvalorização do profissional, que trabalha mais de 10 horas por dia  mostrando que seu ego é maior que o dos outros. Aí, enquanto um diretor de criação defeca dinheiro, a culpa da precária produção e má excelência em design vai direto aos jovens. Na verdade, a culpa é da direção. Se sua ideia é engolida pelo ego de seu chefe; se seu crescimento está apoiado nas costas de uma grande influência (e não na sua qualidade); de quem é a culpa, no fim das contas?
IDEA_Brasil.jpgNa quinta-feira, dia 29 de maio (nossa, faz tempo), o Reprojecting marcou presença na Primeira Cerimônia de Premiação do IDEA/Brasil de Design, que aconteceu no teatro Frei Caneca em São Paulo. O evento é o maior evento de Design nos Estados Unidos e após 30 anos vem para o Brasil. O evento contou com a parceria do IDSA (Industrial Design Society of América), cujo diretor nós tivemos o privilegio de conhecer, Frank Tyneski, já citado aqui no blog.
Chegamos cedo, quer dizer, chegamos no horário proposto, mas como todos os eventos brasileiros nunca começam na hora, acabamos ficando um bom tempo conversando com outros convidados.
-- assuntos relacionados à design, publicidade e blá,blá,blá.--

Dentre os premiados, não posso deixar de citar um grupo de ex-alunos da Universidade Anhembi Morumbi que produziu o projeto chamado “e-hom”, que tem como proposta discutir a relação entre o homem e a tecnologia.

Veja o vídeo que simula o produto:


Outro projeto que gostaria de destacar, é o chamado “Foco Ótica Online”, trata-se de um centro de compra de óculos online, onde você pode experimentar os óculos e compra-los tudo pela internet. Uma experiência fantástica!
grande_ouro_1c_1.jpg
Todos os trabalhos ficaram expostos após o término da premiação. Confira aqui a relação de todos os projetos premiados.

Vualá, com a entrega do #inter o blog volta à ativa. Ainda ouso afirmar que nas próximas semanas estaremos cheios de novidades, então continuem visitando e indicando-nos para seus amigos.
Enquanto a surpresa ainda não chega, vamos aos fatos marcantes do fim de semana no EBP2008. (presumo que seja de interesse público.... ou não?)

Sábado, dia 07 deste mês, aconteceu o segundo (ou terceiro?) Encontro de Blogueiros Publicitários. É lógico que eu e o Higor Franco estivemos presentes. Como blogueiros e "publicitários", confirmamos nossa presença com antecedência e fizemos aquela forcinha pra acordar mais ou menos cedo em pleno sabadão para conversar com um monte de gente que conhecemos, até então, só pela net.
Reunir aquele bando de formadores de opinião e aquela grande leva de blogueiros avulsos era uma tarefa difícil. No entanto, o Bruno Delfino, o Guilherme Cury e o Gabriel Jacob conseguiram executar a função com muita precisão e determinação. Merecem referência não só pela organização como também pela iniciativa.

ebp.jpg

almoco.jpgCheguei cedo, perto das 9h30m, e logo de cara trombei com o Delfino. Dei um alô geral e acabei por conhecer o Niko Fernandez do studio Molotov, que acabou andando com o Reprojecting durante quase todo o evento.
Pouco tempo depois "cheguei chegando", como diria a Kakah, no Victor Haro. Nisso, além da falida tentativa de sortear um sorvete no Y! Live, fomos todos almoçar juntos em um restaurante alí perto. Estavamos em 7, e não havia nem molho bolognesa nem gelatina para todos: episódio que ficará marcado na história deste blog.



gelatina.jpg
O garçom não me serviu gelatina =/

Passamos em um supermercado, compramos cada um 1kg de alimento não perecível e voltamos ao evento. Jeff Paiva, da Agência Click, estava dando sua palestra. Aproveitei a Wi-Fi local para ajudar a Bruka Pires a criar seu Twitter. Após a palestra, o Rafael Ziggy, o Luiz Yassuda e a Garcia Sales trouxeram gargalhadas e mais gargalhadas disputando pelo "Melhor Silvio Santos".
O show estava ótimo, e o evento correu bem até o final, mas o networking mesmo foi acontecer no já famosinho #nob (Nerds on Beer), patrocinado pela Bavária.




nob.jpgTive a oportunidade de conversar com diversos blogueiros e dar risada de um monte de coisa inútil que surge ao misturar Alcool e Geeks. Claro que nossa farra uma hora ia acabar. Fomos convidados a sair do bar. Alegação: "é um bar de família, vocês fazem muito barulho". Tudo bem, saímos todos e atravessamos a rua. Havia um barzinho lá, e fizemos questão de ocupar a calçada inteira com uma mesa repleta de nerds. Neste momento ainda eramos mais de 30.

Conversa vai, conversa vem e era hora de ir embora. Morar a 20km da capital tem suas desvantagens. Ainda mais quando você depende de transporte público.


Nos despedimos de todos, pagamos nossa comanda e tomamos rumo ao metrô. No caminho pensamos em mil e um motivos pelos quais estaremos presentes pros próximos encontros blogueirísticos dessa linda blogosfera que nos rodeia. Redundância? Não, é apenas o retrato da satisfação de um sábado muito bem aproveitado.



Existem milhões de teorias malucas que tentam explicar o porquê das vendas da Apple
subirem tanto e as demais concorrentes (muitas vezes até mais avançadas
tecnologicamente) não.
Na terça feira passada tive uma conversa pra lá de informativa com o designer Frank
Tyneski, direto executivo da IDSA. Frank já ganhou mais de 30 prêmios internacionais e
presidiu a Kyocera, o design do primeiro celular da Motorola e foi o responsável pela
Nokia possuir excelência em produto hoje. Além de tudo isso, Tyneski é um visionário que
foge a muitos estereótipos: não é nada arrogante, se apresenta com excelência em público,
possui um pensamento lógico muito bem fundamentado e não é fechado a novidades e
tendências.

Atingindo seu target:
publico_1.jpgO target do produto (T) geralmente não está preparado para receber um novo conceito.
Então você cria um design, coloca ele a disposição do público, e ele é rejeitado. Ficou
ruim? Não. Mas o mercado não está preparado para isso. Seu público alvo não consumirá
um produto que não lhes agrada, ou não é visto como algo que lhes satisfaça.
Essa opção é tomada por um simples motivo: Nós procuramos consumir o que satisfaça
nosso desejo. Anos atrás comprávamos produtos bonitos, de altíssima qualidade de
produção, feito com materiais resistentes, tomados como algo que supriria diversas
necessidades. Antes disso, a visão era focada totalmente no marketing e na publicidade. Um
produto seria bem sucedido se tivesse uma campanha que agradasse a massa. E todas essas
coisas foram agregando-se umas as outras.
Atingir a grande massa por persistir em um comercial é uma estratégia que não dura mais.
Nós esquecemos das coisas que pararam de aparecer na TV.
Só existe uma forma de atingir a massa, mas isso exige tempo. Isso está diretamente
relacionado ao quão "cool" um produto é.

Atingindo a Popularidade:

publico_2.jpg
Tostines é fresquinha por que vende muito? Não, nada disso. Tostines é fresquinha por que
nós olhamos pras pessoas que consomem, achamos legal, e consumimos também. Só
depois disso ela é fresquinha.
Quando você estava no colégio, havia um grupo denominado "cool" (V). Eram os
responsáveis por lançar moda. Os demais alunos invejavam esse grupo. Muitos nem gostam
deles, as vezes esse grupo é até um bando de "idiotas". Mas são esses notáveis que são
tomados como referência pela grande massa.
Mas até os mauricinhos notáveis, os bons-de-bola e os nerds descolados possuem
referências. Eles copiam o estilo de outros caras.

Atingindo o Explorador:
publico_3.jpg

O explorador é o carinha descolado que não anda na moda. Ele inventa a própria maneira
de se vestir, cria, inova, se arrisca e não está nem aí pro que os outros pensam deles. É
gente legal, que conversa com todo mundo, mesmo que nem sempre são cheias de amigos.
Muitas vezes são até considerados "idiotas". São motivos de tiração de sarro. Mas eles são
diferentes, e ser diferente é ser cool. E é isso que os descolados querem, e é isso que a
grande massa quer também.

Por onde começar:
Apple_store_fifth_avenue.jpg
Atingir o explorador vai deixar seu produto cool. Ele será responsável por fazer aparecer o
"diferente", que será propagado posteriormente pelos descolados notáveis. Quando chegar
nesse estágio, todo mundo vai almejar ser igual. É a inveja. É aí que morre o problema.
Após algum tempo de campanha, caso o produto seja realmente bom o suficiente pra atingir
todas as etapas especificadas acima: sucesso.

Aplicação prática:

Para exemplificar, vamos usar o case do iPod.
Tudo começou em 2001. O fone branco era diferente. Os "exploradores" compraram os
seus e saíram na rua com eles. Na escola, no trabalho e na família, foram copiados, e
copiados, e copiados, e copiados. Até que o produto se tornou paixão de todos. Quem não
quer ter um iPod hoje?
A ação não só consolidou o produto, o design e o padrão de mercado, quanto colocou a
Apple na boca do povo.
ências.

Concluindo

A forma com a qual tratamos uma comunicação efetiva pode ser o motivo do sucesso ou insucesso de determinado produto ou determinada campanha. Agora basta olhar para o lado certo e atingir no centro do alvo o público correto.
Claro que depende mais do que só isso. Temos que levar em conta a relação qualidade x design x satisfação pessoal. Mas isso fica pra outro dia.


Quem somos

  • André Bernardi
  • Higor Franco

Sobre este Arquivo

Esta página é um arquivo de posts de June 2008 listadas das mais novas para as mais antigas.

May 2008 é o arquivo anterior.

July 2008 é o próximo arquivo.

Encontre conteúdo recente aqui oou procure nos arquivos.

Parcerias

Com Limão
Mobilitz
Designlinhando
Falando Nisso